FitMesh Sync
← Todos os artigos

Guia de API

Google Fit: fim das API em 2026, como migrar

O Google encerra as APIs do Google Fit (incluindo a REST API) até o final de 2026: nenhum dia exato foi publicado. Aqui distinguimos o Health Connect, a Google Health API e o Health Services, e explicamos como migrar sem perder dados.

CategoriaGuia
Data16 de junho de 2026
Tempo de leitura8 min de leitura
Google Fit: fim das API em 2026, como migrar

Resumo

  • As APIs do Google Fit são suportadas até o final de 2026: o Google não publicou um dia exato de encerramento (fonte: guia oficial de migração, developer.android.com).
  • Não existe um único sucessor: o Health Connect cobre o mobile (dados agregados no dispositivo), a Google Health API cobre integrações em nuvem/conta (a antiga Fitbit Web API), e o Health Services cobre os sensores no Wear OS.
  • A forma oficial de manter seus dados históricos é exportá-los pelo Google Takeout: o Google não descreve uma migração automática do seu histórico para o Health Connect.
  • Se você usa vários wearables (Galaxy Watch, anel inteligente, Fitbit via Health Connect), o FitMesh Sync reúne os dados em um único painel sem duplicatas.
  • No iPhone a situação não muda: lá vale o Apple Health. O FitMesh Sync já está disponível também na App Store.

O Google Fit foi por anos o ponto de referência para dados de saúde no Android. Muitos aplicativos de terceiros o usavam como canal para ler e gravar passos, frequência cardíaca e treinos. Mas em 2026 suas APIs são oficialmente encerradas: o Google pediu a todos os desenvolvedores que migrassem para o Health Connect, o novo padrão para dados de saúde no Android. Se você ainda não ouviu falar dessa mudança, este artigo explica o que ela significa na prática para você.

O que está acontecendo com o Google Fit

O Google anunciou o encerramento das APIs REST do Google Fit para 2026. Isso significa que os apps que usam essas APIs para acessar seus dados de atividade vão parar de funcionar corretamente, a menos que seus desenvolvedores já tenham migrado para o Health Connect. O app Google Fit continua existindo, mas não recebe novas funcionalidades há algum tempo e o roteiro oficial o posiciona como tecnologia legada.

O que é o Health Connect e por que ele é diferente do Google Fit

O Health Connect não é o Google Fit com um novo nome. É uma arquitetura completamente diferente. O Google Fit era principalmente um serviço em nuvem: seus dados eram enviados para os servidores do Google e os apps os liam de lá. O Health Connect é on-device: os dados ficam no seu celular em um banco de dados local, e cada app precisa pedir sua permissão explícita para acessar cada tipo de dado individualmente.

  • Privacidade mais forte: os dados não saem do dispositivo pelo próprio Health Connect. O risco vem de apps individuais que leem do HC e podem sincronizá-los com sua própria nuvem.
  • Permissões detalhadas: você pode autorizar um app a ler os passos sem dar a ele acesso ao sono ou à frequência cardíaca.
  • Mais marcas compatíveis: Samsung Health, Fitbit, Polar e outros apps companion gravam no Health Connect, então um único app de terceiros pode ler dados de todos eles.
  • Sem nuvem obrigatória: ao contrário do Google Fit, você não precisa de uma conta Google ativa para o Health Connect funcionar.

Não é só o Health Connect: a Google Health API e o Health Services

O conselho mais comum, "migre para o Health Connect", é incompleto. O guia oficial de migração do Google distingue três caminhos diferentes, dependendo de qual API do Google Fit você usava e a partir de onde.

  • Health Connect: o banco local no dispositivo para ler e gravar dados agregados (passos, treinos, sono) a partir de um app móvel. É o caminho certo se você usava a Fit Recording API ou a Fit Sensor API no telefone.
  • Google Health API: a evolução da Fitbit Web API, pensada para integrações em nuvem ligadas a uma conta, não a um único dispositivo. Substitui a Fit History API e a Fit Session API para quem construía um serviço web.
  • Health Services: a camada de sensores e algoritmos no Wear OS, para apps que rodam direto no relógio e precisam de dados em tempo real durante um treino.
  • Guia oficial: o mapa completo de migração, API por API, está em developer.android.com.

Como migrar seus dados do Google Fit

A migração não é automática: os dados históricos no Google Fit não fluem sozinhos para o Health Connect. Veja o que você pode fazer na prática.

  1. Exporte seus dados com o Google Takeout: acesse takeout.google.com, selecione apenas 'Fit', baixe o arquivo. Você receberá arquivos JSON e TCX com todo o seu histórico.
  2. Instale o Health Connect: no Android 14 e versões posteriores ele já vem instalado como app de sistema. No Android 12-13 procure na Google Play Store.
  3. Configure as permissões: abra o Health Connect, vá em Permissões de apps e autorize seus apps (Samsung Health, Fitbit etc.) a gravar os tipos de dados que você deseja acompanhar.
  4. Verifique se seu wearable grava no Health Connect: a maioria dos principais apps companion (Samsung Health, Fitbit, Wear OS) já suporta o Health Connect. Verifique nas configurações do app companion se a sincronização com o Health Connect está ativada.
  5. Considere um app de agregação: se você tem vários wearables ou quer ver tudo em um único lugar, um app como o FitMesh Sync lê do Health Connect e mostra todos os dados em um painel unificado.

O que muda para quem usa vários wearables

Se você usa um Galaxy Watch, um anel inteligente e talvez um Fitbit antigo em paralelo, um dos problemas clássicos era ter os dados espalhados em apps diferentes sem uma visão unificada. O Google Fit tentava resolver esse problema agregando os dados, mas com o Health Connect a situação é diferente: o banco de dados é local e caberá aos apps de terceiros fazer a agregação.

O principal risco com vários wearables é a contagem dupla: se tanto o Galaxy Watch quanto o anel enviarem passos para o Health Connect no mesmo horário, um app que somar os dois vai exibir um total inflado. Um app de agregação bem feito precisa reconhecer esse problema e mostrar os dados deduplicados, indicando para cada métrica de qual dispositivo o dado provém.

Como o FitMesh Sync ajuda nessa transição

O FitMesh Sync foi criado exatamente para esse cenário: vários wearables, dados fragmentados, nenhum painel que os reúna de forma limpa. O app lê do Health Connect e mostra seus dados em um painel web acessível pelo navegador, resolvendo os problemas mais comuns de quem usa vários dispositivos.

  • Sem duplicatas: quando vários dispositivos registram a mesma métrica na mesma janela de tempo, o FitMesh Sync deduplica os dados e mostra o valor mais confiável, com indicação da fonte.
  • Fonte do dado visível: para cada métrica você vê de qual dispositivo veio a leitura (Galaxy Watch, anel Colmi, Fitbit etc.).
  • Dados em servidores europeus: os dados sincronizados permanecem em infraestrutura europeia, em conformidade com os requisitos do GDPR.
  • Android e iPhone: o FitMesh Sync está no Google Play e agora também na App Store (em todas as lojas compatíveis, incluindo as da União Europeia).

E no iPhone? A situação é diferente

O encerramento afeta principalmente o ecossistema Android, mas não só: as APIs REST do Google Fit (History, Sessions) eram baseadas na web e utilizáveis a partir de qualquer plataforma, não apenas de apps Android, e o próprio Google Fit teve durante anos um app para iPhone. O que é especificamente do Android é o principal destino da migração, o Health Connect, que existe só no Android; no iPhone o sistema de referência para dados de saúde continua sendo o Apple Health (baseado no HealthKit). Se você usa um Apple Watch ou outros wearables iOS, seus dados continuam fluindo para o Apple Health como sempre.

O FitMesh Sync lê do Health Connect no Android e agora também está disponível na App Store para iPhone (em todas as lojas compatíveis, incluindo as da União Europeia), onde usa o Apple Health como fonte de dados.

Em resumo: o que fazer agora

  • Exporte os dados históricos do Google Fit via Google Takeout antes que o serviço fique menos acessível.
  • Verifique se os apps que você usa já migraram para o Health Connect (a maioria dos apps ativos já fez isso).
  • Confira em Health Connect, nas Permissões de apps, se seus apps companion (Samsung Health, Fitbit etc.) estão autorizados a gravar os tipos de dados que você deseja acompanhar.
  • Se você usa vários wearables, considere um app de agregação que gerencie as duplicatas e mostre a fonte do dado para cada métrica.
  • Se você está no Android e quer começar agora, o FitMesh Sync está no Google Play com acesso beta aberto.

Perguntas frequentes

O Google Fit vai encerrar definitivamente em 2026?+

As APIs REST do Google Fit são encerradas em 2026: isso afeta os apps que usavam essas APIs para ler e gravar dados de saúde. O app Google Fit pode continuar instalável por um período, mas sem atualizações nem novas integrações ele tende a se tornar inutilizável com o tempo. Não existe um único sucessor: para dados agregados no Android é o Health Connect, para integrações em nuvem/conta é a Google Health API, e para sensores no Wear OS é o Health Services.

Meus dados do Google Fit serão perdidos quando ele encerrar?+

Os dados históricos não se perdem se você os exportar a tempo. Pelo Google Takeout você pode baixar todo o seu histórico no formato JSON e TCX. Esses arquivos ficam no seu dispositivo. Importá-los para o Health Connect ou outras plataformas requer ferramentas dedicadas que nem sempre existem para todos os formatos. O conselho prático é: exporte agora e guarde o backup, mesmo que ainda não saiba onde vai usá-lo.

O Health Connect funciona com todos os wearables?+

O Health Connect funciona com wearables cujos apps companion suportam gravação no HC. O Samsung Health (Galaxy Watch), o Fitbit (Pixel Watch e rastreadores Fitbit), o Polar Beat e vários outros apps companion principais o suportam. Garmin é um caso à parte: o Garmin Connect não grava no Health Connect de forma nativa, e os apps que precisam de dados Garmin devem se integrar separadamente com a API oficial deles. O FitMesh Sync suporta os dois caminhos.

O que faço se uso vários wearables e vejo dados duplicados?+

Dados duplicados no Health Connect são um problema real quando vários dispositivos registram a mesma métrica no mesmo período. A solução é usar um app que gerencie a deduplicação: o FitMesh Sync, por exemplo, reconhece esse cenário e mostra para cada dado a fonte principal, evitando totais inflados. Se você usar um app que não gerencia duplicatas, pode ver contagens de passos ou calorias irrealisticamente altas.

O FitMesh Sync substitui o Google Fit?+

O FitMesh Sync não é um substituto direto do Google Fit: ele não registra dados de sensores nem atua como app companion para wearables. É um agregador que lê os dados já presentes no Health Connect (ou nas APIs do Garmin, Polar etc.) e os exibe em um painel web unificado, com deduplicação e visibilidade da fonte. Se você está procurando algo para unificar os dados de vários wearables em uma única visão, o FitMesh Sync serve exatamente para isso.

Aviso legal

FitMesh Sync é um produto independente. Google Fit, Health Connect são marcas registradas de seus respectivos proprietários. Este artigo não implica nenhuma afiliação ou patrocínio.

Aviso de saúde

As informações deste artigo têm fins informativos e não substituem o aconselhamento do seu médico, farmacêutico ou profissional de saúde. FitMesh Sync é um app de fitness e bem-estar, não um dispositivo médico, e não diagnostica nem trata condições de saúde. Diante de sintomas, dúvidas ou decisões de tratamento, consulte sempre o seu médico.

M

Escrito por

Matteo Pizzi

Founder & Solo Dev, FitMesh Sync · Fosforonero

Desenvolvedor de software italiano. Criei o FitMesh Sync para preencher a lacuna entre o meu smartwatch e um painel pessoal de verdade. Privacidade em primeiro lugar, indie, servidores na UE.

Saiba mais sobre o projeto

Continue lendo